Governo endurece regras do piso do frete e ameaça suspender empresas infratoras
Medidas anunciadas pelo Ministério dos Transportes preveem punições mais severas e monitoramento eletrônico em todo o país
Por Administrador
Publicado em 19/03/2026 10:16
Agro

 

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (18) um pacote de medidas para reforçar o cumprimento da tabela mínima do frete rodoviário. A principal novidade é a suspensão cautelar do direito de contratar fretes para empresas que reincidirem no descumprimento da regra. Em casos mais graves, pode haver até o cancelamento do registro para operar no transporte de cargas.

O ministro dos Transportes, Renan Filho, destacou que a fiscalização foi ampliada em 2 mil por cento nos últimos três anos. Segundo ele, havia uma média de 300 autuações mensais na gestão anterior — número que passou para 6 mil em 2025 e chegou a 40 mil em janeiro de 2026.

A estratégia do governo também prevê responsabilização não só de transportadoras, mas de embarcadores e controladores em casos de irregularidades recorrentes. O objetivo é impedir que as multas sejam tratadas apenas como custo operacional pelas empresas.

O anúncio ocorre em um momento de forte pressão da categoria. Os caminhoneiros protestam principalmente contra os sucessivos aumentos no preço do diesel e o desrespeito ao piso mínimo do frete — valor obrigatório que as empresas devem pagar pelo transporte para garantir que o motorista cubra seus custos e tenha lucro.

Para o agronegócio, a situação é acompanhada de perto. Parte da indústria e do setor agrícola critica a política de piso mínimo por considerar que ela interfere na livre negociação de fretes e pode elevar os custos de transporte — fator que impacta diretamente o escoamento da produção e a rentabilidade no campo.

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